Era uma tarde fria e serena que abatia uma pequena cidade,as arvores sacudiam,como que se quisessem rebater as gotículas de chuva que se assentavam em suas folhas. Era de se perceber que aquele local,avia outrora sido fortemente atingido por fortes rajadas de chuva,que limparam toda a poeira,e as magoas que se acumulavam por ali.
Uma calmo e sutil clima pairava por toda a cidade,seria talvez o por do sol mais bonito de todos os tempos,ao menos era o que esperavam dois amigos que andavam calmamente por uma estrada recém pavimentada e com belas arvores e flores.
-Isso é tão poético! Olha aqueles pássaros encima daquela arvore!
Disse Cesar,apontando seu dedo freneticamente para um pé de Ipê vermelho.
Disse Cesar,apontando seu dedo freneticamente para um pé de Ipê vermelho.
-Você tem razão,dias assim estão cada vez mais difíceis de acontecerem. Quem dera ter esse momento eternamente acontecendo.(risadas)
-Mas quem disse que não é possível? deus quer que você tenha isso pra sempre! Já imaginou João!tudo isso e muito mais! são as maravilhas prometidas,e é tao simples de te-las!.
-Como assim?
Disse João olhando altivo para o amigo.
-É só seguir as vontades de deus!
Silencio.
Alguns passos se seguiram,até que no meio do caminho,surge uma igreja. João aponta o indicados até a cruz que se fixava no topo da construção e pergunta.
-Essa é sua igreja?
Cesar,surpreso pela pergunta olha torto para João e diz.
-Claro que não,e você sabe que não! já fomos na minha igreja uma vez,não lembra? e depois essa é uma igreja católica,e eu sou evangélico.
-Sim,eu sei,mas existe uma questão aqui,as regras de sua igreja e as desta são diferentes correto?e se as regras são as vontades de deus,neste caso,vocês não seguem as mesmas vontades e nem o mesmo deus.Correto?
-Claro,exatamente por isso eles não vão ser escolhidos.
O silencio cortou a conversa por alguns minutos,até que João se pós a falar.
-Não acho que isso seja justo,veja bem,tenho outros amigos alem de você,amigos esses que são de igrejas diferentes,e outros nem vão,porem todos são meus amigos,e não gostaria de velos no inferno por isso. Como se não bastasse,sua igreja foi criada depois da morte de varias pessoas boas e ate gênios que ajudaram a humanidade a vencer grandes batalhas,fora a quantidade de pessoas que nunca vão ouvir falar de sua igreja especifica,o que acontecera com eles?
De olhos cerrados,Cesar parou de caminhar,logo,criou-se uma atmosfera pesada sob sua face.
-Não sei.
Disse Cesar ríspido.
-Mas de boas intensões o inferno esta cheio.
Concluiu.
Concluiu.
João,virando-se para o amigo,disse .
-Castigar pessoas boas é maldade! logo,não é uma atitude de um ser com virtudes boas. Agora me diga,quem gostaria de ficar eternamente ao lado de um ser mal,fingindo não saber que amigos e pessoas sofrem em um lugar sombrio.
-Castigar pessoas boas é maldade! logo,não é uma atitude de um ser com virtudes boas. Agora me diga,quem gostaria de ficar eternamente ao lado de um ser mal,fingindo não saber que amigos e pessoas sofrem em um lugar sombrio.
Tomando distancia,Cesar,agora mais raivoso,argumenta.
-Deus age por mistérios que nós não compreendemos.
Já distantes da pequena igreja,os dois pararam sob uma grande arvore,a chuva havia passado,mas as duvidas não.
Já distantes da pequena igreja,os dois pararam sob uma grande arvore,a chuva havia passado,mas as duvidas não.
-Talvez a questão aqui não seja seu deus,mas sim você!,pare para pensar,não foi ele quem te escolheu,mas sim você a ele,sem contar e claro as condições que te proporcionaram essa escolha.
-Logico que não João,de onde tirou isso?
Disse em tom médio Cesar.
-Logico que não João,de onde tirou isso?
Disse em tom médio Cesar.
-Simples...da mesma forma que você não escolheu seus pais,mas mesmo assim não os renegou,pois criou-se um laço,igualzinho a sua religião apenas com uma grande diferença,pois ela nunca fara parte de seu DNA. Você conseguiria viver sem ela,assim como meus outros amigos que não são de sua igreja vivem e vice-verça .
- Não sei como fomos parar nesse assunto e nem o que pretende com ele,mas já chega, tchau!
Virando as costas ligeiramente,Cesar agora caminhava do lado oposto ao de João na estrada. A leve chuva caia novamente e o vento balançava as arvores,como que de sopetão ,João tomou sua voz em uma altura que fosse o suficiente para que o distante amigo ouvisse,e disse.
-Eu não quero que pense igual a mim,só que pense!.
- Não sei como fomos parar nesse assunto e nem o que pretende com ele,mas já chega, tchau!
Virando as costas ligeiramente,Cesar agora caminhava do lado oposto ao de João na estrada. A leve chuva caia novamente e o vento balançava as arvores,como que de sopetão ,João tomou sua voz em uma altura que fosse o suficiente para que o distante amigo ouvisse,e disse.
-Eu não quero que pense igual a mim,só que pense!.
Continua.
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